as pessoas não amam ninguém
a não ser o conforto que lhes é proporcionado
estou farta de ver esse tipo de amor
e ainda tem aquele papo de "amor verdadeiro"
fico pensando qual seria o amor falso
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
25/11/2011
havia naquela rua, ecos. não se mata as ilusões. flashes. um deslumbramento visível. o êxtase é um estágio cego inviolável impenetrável. a própria verdade. eis, pois. é em si o todo. mudo a página. assim como deixar o cansaço, após horas no banho, ralo a dentro. fashes. conto os passos como se fossem dias. passam. há, afinal, o topo da montanha! flashes. eu moro no caos. há mais nos acontecimentos.
eu diria tudo agora e digo sem pronunciar uma só palavra. seres estranhos os humanos. a lógica das histórias vistas à distância. a poucos nos rendemos. meu tempo está quase todo tomado por afazeres que me imobilizam. eu preciso do ar dessa rua e do seu silêncio na madrugada.
eu diria tudo agora e digo sem pronunciar uma só palavra. seres estranhos os humanos. a lógica das histórias vistas à distância. a poucos nos rendemos. meu tempo está quase todo tomado por afazeres que me imobilizam. eu preciso do ar dessa rua e do seu silêncio na madrugada.
23.11.2011
Talvez eu sempre estivera presa e as paredes me desafiando. é espessa a parede. disso nunca duvidei. é espessa e dela nem mesmo o pó muitas vezes consigo tirar. marcas de mãos. marcas do tempo. marcas da prisão. eu fazia minhas danças e abençoava o assoalho pelo dia de amanhã. tudo mais espesso. marcas de meus pés. idas e voltas. sozinha em algum lugar perdida. fugindo o tempo todo. e fingindo.... tão bem. grande talento. pequena pobre burguesa. autosustentada. um orgullho só. severidade roendo os ossos das sobras. aos montes. não junta os cacos. dispõe-os. dorme sobre eles. desafia os olhos que nunca enxergam suas cicatrizes. veste-se de sol. engana tão bem. a mim não. nunca me engano. finjo. nunca me engano
terça-feira, 22 de novembro de 2011
21/11/2011
Eu sei bem onde minha alma descansa (não acredito que escrevi "minha alma"!)
sei onde meu corpo goza
sei do que me causa repugnância
sei do que me decepciona
sei do exato momento em que encerro
por isso gosto das florestas sem caminho
das descobertas inéditas
do delírio que impede o controle
nego veementemente os modelos
ultrapassados românticos
mulherzinhas submissas
cúmplices
nego o mofo dos colchões
as porras descritas em versos no dia seguinte
lixo
cópias de telenovelas brasileiras
alguém tire minha pele
me beije com teu avesso
estou sangrando
fissuras de minhas unhas
a vida deve ser muito mais do que sempre vi. (Ivone fs)
sei onde meu corpo goza
sei do que me causa repugnância
sei do que me decepciona
sei do exato momento em que encerro
por isso gosto das florestas sem caminho
das descobertas inéditas
do delírio que impede o controle
nego veementemente os modelos
ultrapassados românticos
mulherzinhas submissas
cúmplices
nego o mofo dos colchões
as porras descritas em versos no dia seguinte
lixo
cópias de telenovelas brasileiras
alguém tire minha pele
me beije com teu avesso
estou sangrando
fissuras de minhas unhas
a vida deve ser muito mais do que sempre vi. (Ivone fs)
eu não sei dançar e danço
não sei escrever e escrevo
não sei cuidar de uma casa e cuido (do meu jeito precário, claro)
não sei cozinhar sem queimar, quase que diariamente, o alho do arroz
e cozinho quase todo dia
tem tanta coisa que faço e que não sei fazer
em compensação sei fazer a mão, o pé e até corto meu cabelo: detesto ir ao cabelereiro, manicure e essas coisas que fazem a gente perder horas e horas...
não sei escrever e escrevo
não sei cuidar de uma casa e cuido (do meu jeito precário, claro)
não sei cozinhar sem queimar, quase que diariamente, o alho do arroz
e cozinho quase todo dia
tem tanta coisa que faço e que não sei fazer
em compensação sei fazer a mão, o pé e até corto meu cabelo: detesto ir ao cabelereiro, manicure e essas coisas que fazem a gente perder horas e horas...
Comecei a ler Charque do Marcelo Mirisola. faz dias que comprei e no dia, como estava dirigindo, pedi pro Lu, meu filho, que estava comigo para ler o prefácio, a introdução, o que estivesse antes do primeiro capítulo, em voz alta: "Uma minibiografia, Ricardo? Mas eu já escrevi O azul do filho morto. Vou me repetir. Tenho preguiça. (...) e daí o livro criou vida e foi pra alguns lugares comigo, ma...s só hoje comecei a ler:
"- Tinha doze anos quando queimou suas poesias pela primeira vez."
isso me inspira. queimar poesia é algo fascinante. eu já propus isso numa aula de literatura lá na USP, quando o mestre Willer pediu que sugerísssemos algo inteligente...rsrs... - vamos rasgar esses livros todos e jogar pela janela e por fogo, mestre!!! ...rsrsrs essa é outra história
a segunda intenção e o boicote à algumas coisas são sempre premeditados, embora aconteça como se não tívessemos nada a ver com isso. duas horas de caminhada no clube perto de casa logo de manhã, depois de deixar o Lu na escola, era a intenção, mas o livro foi junto: duas horas no estacionamento lendo o livro do Mirisola e nada de caminhada.... (17/1/2011)
"- Tinha doze anos quando queimou suas poesias pela primeira vez."
isso me inspira. queimar poesia é algo fascinante. eu já propus isso numa aula de literatura lá na USP, quando o mestre Willer pediu que sugerísssemos algo inteligente...rsrs... - vamos rasgar esses livros todos e jogar pela janela e por fogo, mestre!!! ...rsrsrs essa é outra história
a segunda intenção e o boicote à algumas coisas são sempre premeditados, embora aconteça como se não tívessemos nada a ver com isso. duas horas de caminhada no clube perto de casa logo de manhã, depois de deixar o Lu na escola, era a intenção, mas o livro foi junto: duas horas no estacionamento lendo o livro do Mirisola e nada de caminhada.... (17/1/2011)
Eu gosto da expressão "às vezes" e sempre que quero escrever alguma coisa, assim, de repente, me vem : às vezes. então, às vezes os olhos encontram um branco breu. assim, às vezes, caio num ponto, que não é encruzilhada e nem tem definição e nem pretensão alguma. às vezes, sempre caio nesse mesmo ponto que nunca sei definir se é um início ou um fim. às vezes percebo o quanto falo sozinha. às vezes... eu sei o quanto é cair em si e sei que cair em si não quer dizer nada. pode ser qualquer coisa. às vezes é só mais um momento de pura distração. às vezes não tem fim. à vezes eu penso tanto que não consigo dizer nada. como agora. e quero excrever muito mais. às vezes nada basta e reticências é coisa de mal gosto, assim disse meu mestre de literatura. mas cadê mais espaço? (Ivone fs)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
pelos dias que se seguem
ainda sou sábado
ainda não saí do teu colo
ainda não durmi o suficiente para pensar em outra coisa
e já folhei tantos livros e não li nenhuma página:
estão todas iguais
a mesma grafia
a mesma velocidade
ainda parada ali
matizes enevoadas
marginais
flores de São Paulo
estação primavera
teu gesto em peito
escrevo
teu nome
(Ivone fs)
ainda não saí do teu colo
ainda não durmi o suficiente para pensar em outra coisa
e já folhei tantos livros e não li nenhuma página:
estão todas iguais
a mesma grafia
a mesma velocidade
ainda parada ali
matizes enevoadas
marginais
flores de São Paulo
estação primavera
teu gesto em peito
escrevo
teu nome
(Ivone fs)
Não torçam por mim, apiedando-se. isso me torna obrigada. eu só quero ser o que sou com o que tenho e com o que não tenho, com o que posso, com o que não posso. é constrangedor não ser o que gostariam que eu fosse. não ter o que gostariam que eu tivesse. é constrangedora não a situação, mas a cobrança. me queiram antes de tudo isso, me amem antes das coisas. ou simplesmente não se importem. cada um com sua cruz, suas plumas, suas delícias, seus delírios, suas prisões, suas saídas
eu podia escrever "tristeza" ou "necessidade" ou "vontade"
podia escrever todas essas coisas que escrevem sobre amor ou sobre saudade ou sobre tesão. podia ser bem piegas e escrever os grandes chavões que tanto repetem e os leitores se deliciam. o ser humano é mesmo carnívoro. eu podia descrever cenas almejadas e relembrar algumas.,eu quero escrever que só quero você. as outras coisas não me interessam nem um pouco.
podia escrever todas essas coisas que escrevem sobre amor ou sobre saudade ou sobre tesão. podia ser bem piegas e escrever os grandes chavões que tanto repetem e os leitores se deliciam. o ser humano é mesmo carnívoro. eu podia descrever cenas almejadas e relembrar algumas.,eu quero escrever que só quero você. as outras coisas não me interessam nem um pouco.
mudança das cores.
embora eu queira azuis cintilantes e todos os equivalentes
nem sempre meus olhos suportam atravessar a chuva e atingir o céu.
nem sempre meus olhos suportam atravessar a chuva e atingir o céu.
a aparência de algumas coisas cativam aos tolos que se dão por satisfeitos e saem em defesa daqueles que doam seu capital mas sugerem qual é a linha do trem onde os maquinistas adestrados empenham-se ao máximo em ser solidários ao que for conveniente ... e os convidados aos banquetes serão sempre os cordeirinhos fiéis. cultura formatada.
havia um mapa na parede. os mapas sempre me atraem. era de São Paulo e Grande São Paulo. procurei um bairro um tanto distante e depois o meu, tentei calcular a distância. lembrei de pessoas. Morumbi, Centro, Perdizes, Jaçanã, Guaianazes, Santana, Parelheiros, Jardim Angela, São Bernardo do Campo, Lapa, Brás... eu tive que pedir desculpas. me desliguei totalmente do assunto da reunião e foi preciso que repetissem tudo...
terça-feira, 10 de maio de 2011
do Marsicano (do facebook) Efedrina? rs
Pela noite
energia eletrica
no ar
THANKS ROMAN EMPRESS!!!!
TICK NERVOOOOOOOOOOOOOSOOOOOOOOOO
A CHIBATA
DE DONA IVONE
DA TK
NERVOOOOSOQUERO SER SEU
MORDOMPO-ROBOT
OSHO
QUE
APANAAAAAAAAAAAAAHA
DE CHICOTE`PRATEADO!!!!!!!
LAMMMMBE-SOLAAAAAS DE
PLATAFORMAS ALTÍÍÍSSSSIMAS
DVD YOUTUBE
TOCAR SITAR
SO PRA SENHORA
DE
UNIFORME
DE
MORDOMO
COMPRADO NA
DASLU
E OLHAAAAAAAAAAAAAAAAAR FIXO
SARI & PLATAFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORMASSSSSSSSSS
ALLLLLLLLLLLLLLTOIIIIIIIIIASSSSIMASSSSSSS
PARA
TUAS
PLATAFOOOOORMAS
DE VERNIZ
(OLHA FIXO
PRAS SOLAS E COURO)
E PRA TEU
CHICOOOOOTE
NEURÓÓÓTIKO
DE COOOOOOOOOOOOOOOOURO!!!!!!!!!!
ALBERT
O MORDOMO
"CULT"
energia eletrica
no ar
THANKS ROMAN EMPRESS!!!!
TICK NERVOOOOOOOOOOOOOSOOOOOOOOOO
A CHIBATA
DE DONA IVONE
DA TK
NERVOOOOSOQUERO SER SEU
MORDOMPO-ROBOT
OSHO
QUE
APANAAAAAAAAAAAAAHA
DE CHICOTE`PRATEADO!!!!!!!
LAMMMMBE-SOLAAAAAS DE
PLATAFORMAS ALTÍÍÍSSSSIMAS
DVD YOUTUBE
TOCAR SITAR
SO PRA SENHORA
DE
UNIFORME
DE
MORDOMO
COMPRADO NA
DASLU
E OLHAAAAAAAAAAAAAAAAAR FIXO
SARI & PLATAFOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORMASSSSSSSSSS
ALLLLLLLLLLLLLLTOIIIIIIIIIASSSSIMASSSSSSS
PARA
TUAS
PLATAFOOOOORMAS
DE VERNIZ
(OLHA FIXO
PRAS SOLAS E COURO)
E PRA TEU
CHICOOOOOTE
NEURÓÓÓTIKO
DE COOOOOOOOOOOOOOOOURO!!!!!!!!!!
ALBERT
O MORDOMO
"CULT"
THANKS LADY
Es a vera Beat
Es a vera Beat
Num barzinho pegar um guardanapo e na frente de todos ENGRAXAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR tuas PLATAFUOOORNASSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!
Num barzinho pegar um guardanapo e na frente de todos ENGRAXAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR tuas PLATAFUOOORNASSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!
descrição:PARA OS FANÁTICOS E ADMIRADORES
DA GURU-POETISA
MESTRA ABSOLUTA
ILUMINADA!!!!!!!!!!!!!!
ENGRAXAAAAAAAAAR
AS PLATAFORMAS
ALTIIIIIIISSIMAS
DA MESTRA ATÉ VIRAR
ESPELHO
SENÃO
CHIBAAAAATA
DE
COUUUUURO!!!!!
DA GURU-POETISA
MESTRA ABSOLUTA
ILUMINADA!!!!!!!!!!!!!!
ENGRAXAAAAAAAAAR
AS PLATAFORMAS
ALTIIIIIIISSIMAS
DA MESTRA ATÉ VIRAR
ESPELHO
SENÃO
CHIBAAAAATA
DE
COUUUUURO!!!!!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Ensaio
não esperes de mim pouco sentimento
meia dúzia de palavras meio pronunciadas
meu olhar espreitando o teu
não esperes que a chuva me detenha
que no meio de todas as contradições e todos os contras
sinais fechados placas de proibido
que seja coagida
não esperes de mim o medo
não esperes que te escutes se assim imposição ser
não alegues desculpas esfarrapadas
não substimes teu poder de persuasão
o círculo é um sinal desenhado na imaginação
é por isso que não pulo
e simplesmente saio...
(Ivone fs)
meia dúzia de palavras meio pronunciadas
meu olhar espreitando o teu
não esperes que a chuva me detenha
que no meio de todas as contradições e todos os contras
sinais fechados placas de proibido
que seja coagida
não esperes de mim o medo
não esperes que te escutes se assim imposição ser
não alegues desculpas esfarrapadas
não substimes teu poder de persuasão
o círculo é um sinal desenhado na imaginação
é por isso que não pulo
e simplesmente saio...
(Ivone fs)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
nuances & algemas
Que provas me darás, meu bem?
se foi morte
se foi vida?
se maior é a alma
maior o buraco
se te alegras
eu me espanto
na tua embriaguez
eu danço
(Ivone fs)
.
se foi morte
se foi vida?
se maior é a alma
maior o buraco
se te alegras
eu me espanto
na tua embriaguez
eu danço
(Ivone fs)
.
sexta-feira, 11 de março de 2011
eu não posso te perder
e eu não acredito em tudo que me dizem só para que eu te esqueça
eu sempre me pergunto: do que é que querem me salvar e porque?
acaso sabem que quero morrer?! é morrendo que vivo intensamente..
o que existe de fato é o que existiu
como um retrato, uma pintura
partitura da música que aqui dentro circula...
repetir um ato? isso é memória...
(Ivone fs)
e eu não acredito em tudo que me dizem só para que eu te esqueça
eu sempre me pergunto: do que é que querem me salvar e porque?
acaso sabem que quero morrer?! é morrendo que vivo intensamente..
o que existe de fato é o que existiu
como um retrato, uma pintura
partitura da música que aqui dentro circula...
repetir um ato? isso é memória...
(Ivone fs)
domingo, 6 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Não sei o que há...mas isso ocorre muito..muito comigo...
desde ontem à noite uns versos de Ana Cristina Cesar em minha cabeça...
eis que os encontro e me espanto!
o título do poema...o título do poema, será este mesmo? sim . é.
"21 de fevereiro" e hoje é 21 de fevereiro...
Os versos em minha cabeça: "Fica boazinha, dor..."
Eis o poema:
21 de fevereiro
Não quero mais a fúria da verdade. Entro na sapataria popular.
Chove por detrás. Gatos amarelos circulando no fundo.
Abomino Baudelaire querido, mas procuro na vitrina um
modelo brutal. Fica boazinha, dor; sábia como deve ser, não tão
generosa, não. Recebe o afeto que se encerra no meu peito. Me
calço decidida onde os gatos fazem que me amam, juvenis,
reais. Antes eu era 36, gata borralheira, pé ante pé, pequeno
polegar, pagar na caixa, receber na frente. Minha dor. Me dá a
mão. Vem por aqui, longe deles. Escuta, querida, escuta. A
marcha desta noite. Se debruça sobre os anos neste pulso. Belo
belo. Tenho tudo que fere. As alemãs marchando que nem
homem. As cenas mais belas do romance o autor não soube
comentar. Não me deixa agora, fera.
Ana Cristina Cesar
desde ontem à noite uns versos de Ana Cristina Cesar em minha cabeça...
eis que os encontro e me espanto!
o título do poema...o título do poema, será este mesmo? sim . é.
"21 de fevereiro" e hoje é 21 de fevereiro...
Os versos em minha cabeça: "Fica boazinha, dor..."
Eis o poema:
21 de fevereiro
Não quero mais a fúria da verdade. Entro na sapataria popular.
Chove por detrás. Gatos amarelos circulando no fundo.
Abomino Baudelaire querido, mas procuro na vitrina um
modelo brutal. Fica boazinha, dor; sábia como deve ser, não tão
generosa, não. Recebe o afeto que se encerra no meu peito. Me
calço decidida onde os gatos fazem que me amam, juvenis,
reais. Antes eu era 36, gata borralheira, pé ante pé, pequeno
polegar, pagar na caixa, receber na frente. Minha dor. Me dá a
mão. Vem por aqui, longe deles. Escuta, querida, escuta. A
marcha desta noite. Se debruça sobre os anos neste pulso. Belo
belo. Tenho tudo que fere. As alemãs marchando que nem
homem. As cenas mais belas do romance o autor não soube
comentar. Não me deixa agora, fera.
Ana Cristina Cesar
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
"Para ser grande, sê inteiro"
você tira a roupa
mas ele é homem
você não tem um nome
vomita em seguida
perca a memória
vai
com seus pensamentos
se morta essa parte aos olhos alheios
acompanha nos compassos de cada segundo
sua sombra pesada
a parte latente
o choque entorpecente
se
do pré aviso não se deu conta
não conta
ainda assim o domínio
a parte inteira
um rio que sabe do mar
leva sozinha
sua santidade
por essa vontade in-contida (de amar)
(Ivone fs) 18/02 - 9:00
mas ele é homem
você não tem um nome
vomita em seguida
perca a memória
vai
com seus pensamentos
se morta essa parte aos olhos alheios
acompanha nos compassos de cada segundo
sua sombra pesada
a parte latente
o choque entorpecente
se
do pré aviso não se deu conta
não conta
ainda assim o domínio
a parte inteira
um rio que sabe do mar
leva sozinha
sua santidade
por essa vontade in-contida (de amar)
(Ivone fs) 18/02 - 9:00
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Frestas
guarda para si
o terror das madrugadas
seu inferno de alegorias entre cambraias
manto tenebroso sufocando a orla de sua existência
a aridez dos gemidos
- porque eu choro por nós e não mais rogo -
se toda vez é a última
nada se acumula que não sejam dedos a implorar num braço estendido
cai a escuridão
cai em si a impossibilidade do casulo
o céu aberto
em vigília
letras de Lautréamont
emaranhados se multiplicando
fogem os estreitamentos
guarda para si
guarda para si
- porque eu choro por nós e não mais rogo -
Ivone fs - 15/02/2011 - 13:26
o terror das madrugadas
seu inferno de alegorias entre cambraias
manto tenebroso sufocando a orla de sua existência
a aridez dos gemidos
- porque eu choro por nós e não mais rogo -
se toda vez é a última
nada se acumula que não sejam dedos a implorar num braço estendido
cai a escuridão
cai em si a impossibilidade do casulo
o céu aberto
em vigília
letras de Lautréamont
emaranhados se multiplicando
fogem os estreitamentos
guarda para si
guarda para si
- porque eu choro por nós e não mais rogo -
Ivone fs - 15/02/2011 - 13:26
domingo, 13 de fevereiro de 2011
eu custo a compreender. talvez por achar compreender algo assim...resignado
explícito demais. estado terminal...
compreender : a realidade é feia
- eu me decepcionei...
- então você caiu na real?!
- não. não é isso de cair na real. eu me decepcionei, entende?
- saiu do círculo, da fantasia!
- não. não é isso. eu gosto do estado de encantamento
- hãn?
- eu me decepcionei. eu me decepcionei
explícito demais. estado terminal...
compreender : a realidade é feia
- eu me decepcionei...
- então você caiu na real?!
- não. não é isso de cair na real. eu me decepcionei, entende?
- saiu do círculo, da fantasia!
- não. não é isso. eu gosto do estado de encantamento
- hãn?
- eu me decepcionei. eu me decepcionei
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
um ponto que encerra, um ponto que inicia
antes de iniciar o verso, um ponto
um ponto que encerra
um ponto que inicia
um ponto no meio: eis um leque: pontos de interrogação: eis minha sabedoria
um ponto que encerra
um ponto que inicia
um ponto no meio: eis um leque: pontos de interrogação: eis minha sabedoria
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Danço
era uma correnteza estranha. minha voz perturbada. um clamor inútil. ele me negava. quando eu sentia seu desejo latejava. punia-me como quem não sabe da linhas traçadas em sangue. coroa de espinhos. para sempre danço consigo em sua hora mais íntima minha presença...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
última mensagem aos dois:
uma pedra encerra.
aos ganhadores: os prêmios
eis um grande espetáculo da vida!
aplausos
somos todos sensacionais e dispensáveis e indispensáveis
eu disse um dia: última vez... eu disse
e antes disse a Deus: obrigada meu Pai por me conceder mais uma vez o amor que nunca poderá ser...eu disse a Deus...eu disse adeus.
aos ganhadores: os prêmios
eis um grande espetáculo da vida!
aplausos
somos todos sensacionais e dispensáveis e indispensáveis
eu disse um dia: última vez... eu disse
e antes disse a Deus: obrigada meu Pai por me conceder mais uma vez o amor que nunca poderá ser...eu disse a Deus...eu disse adeus.
sábado, 1 de janeiro de 2011
as pessoas simplesmente ignoram as que não lhes interessam.. (quando o sentimento é esse: paixão/amor), por isso que compreendo quem não me ama quando não estou apaixonada, porque sei como ajo quando não estou. não temos nem pena e às vezes ficamos até com raiva da pessoa por ela gostar da gente... que louco isso! rs
domingo, 19 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Venero o sol e as nuvens que se engravidam dele (Ivone fs)
Isso é engraçado e delicioso...
Muito gostoso de se imaginar... (Samuel Vigiano)
é quando o dia está como hoje e empresta suas imagens pra gente poetar
um dia de sol às escondidas (Ivone fs)
O dia amanheceu como se não tivesse dormido... (Samuel Vigiano)
munido de poesia. que nada a detenha. que tudo a contenha (Ivone fs)
Isso é poesia. O dia amanheceu assim, poesia (Samuel Vigiano)
Isso é engraçado e delicioso...
Muito gostoso de se imaginar... (Samuel Vigiano)
é quando o dia está como hoje e empresta suas imagens pra gente poetar
um dia de sol às escondidas (Ivone fs)
O dia amanheceu como se não tivesse dormido... (Samuel Vigiano)
munido de poesia. que nada a detenha. que tudo a contenha (Ivone fs)
Isso é poesia. O dia amanheceu assim, poesia (Samuel Vigiano)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
meu veneno
se o vento a pedra não dissolve
há dentro o tóxico
se explode no peito, que seja rosa
e aos olhos alheios, um deleite
há dentro o tóxico
se explode no peito, que seja rosa
e aos olhos alheios, um deleite
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
o sonho adormece antes do amanhecer
que faz o vento na minha janela?
percebe minha dor
e pensa espalhá-la?
agora infesta a noite e me alivia?
se é minha, deixe que dela cuido eu
se comprimo
há de qualquer hora explodir
então se fará rosa
não de Hiroshima
que contamina
rosa dos meus disfarces
rosa de minha ruína
que qualquer turista fotografa
e guarda como quem já esteve em Roma
Ivone fs - (1:28 - 02/12/2010)
percebe minha dor
e pensa espalhá-la?
agora infesta a noite e me alivia?
se é minha, deixe que dela cuido eu
se comprimo
há de qualquer hora explodir
então se fará rosa
não de Hiroshima
que contamina
rosa dos meus disfarces
rosa de minha ruína
que qualquer turista fotografa
e guarda como quem já esteve em Roma
Ivone fs - (1:28 - 02/12/2010)
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A essência de um chamado
as noites
essas que foram
e aqui estão
releituras em verso e prosa
abraçam-me
tomando minhas coxas
mamilos ardentes
diante de seus olhos
os meus
não era, acaso, a rebeldia buscando o arcaico ?
a poesia transgressiva gozando num leito dos impossíveis?
poetas malditos
transcêndência surrealista
a palavra arde e marca
essas que foram
e aqui estão
releituras em verso e prosa
abraçam-me
tomando minhas coxas
mamilos ardentes
diante de seus olhos
os meus
não era, acaso, a rebeldia buscando o arcaico ?
a poesia transgressiva gozando num leito dos impossíveis?
poetas malditos
transcêndência surrealista
a palavra arde e marca
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
criamos e matamos na mesma intensidade no mesmo ritmo acelerado em que todos nos encontramos nesse tempo de expectativas desilusões de becos sem saída em que não respeitamos nem a nós mesmos enquanto seguimos procurando modelos em quem nos identificamos e perdemos nossa identidade em favor de uma ansiedade impulsiva buscando um prazer momentâneo a qualquer custo...
sejamos discretos. antes de sair e apagar a luz é conveniente se certificar que todos estão distraídos em seus afazeres, não causar alarde para os proteger. convém que tudo esteja, inda que aparentemente, em seus devidos lugares. convém não se atrasar.não fazemos falta, quando todos têm sua ocupação podemos desligar o cordão.
domingo, 14 de novembro de 2010
meu pai sempre acreditou que sou muito inteligente. sempre acreditou que sou sossegada. sempre disse que sou lenta para fazer as coisas. sempre achou que não me apavoro com nada. toda vez que ele me vê - a gente se vê muito pouco, ele mora um pouco longe - ele me abraça diz rindo: "você está muito apavorada, hoje?" e depois dá uma gargalhada e diz: "você nunca se apavora". eu sempre rio concordando com ele...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Aguda
na crueza de unhas gastas
o sol se põe outono
numa parede escarlate
gotejou a noite
o soro lento compassado
sangue sangue
a cor do sonho
sem rivotril
para onde?
dorme a dor desamparada
num berço ordinário
meu corpo
o sol se põe outono
numa parede escarlate
gotejou a noite
o soro lento compassado
sangue sangue
a cor do sonho
sem rivotril
para onde?
dorme a dor desamparada
num berço ordinário
meu corpo
domingo, 31 de outubro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Coisas de poeta (Samuel e eu)
Ivone - uma coisa se liga à outra... em volta do sol há pontos de encontro
Samuel - Como se fosse raios de luz interligados pelas pontas das sombras das árvores, embaixo...
Ivone - ouve! não é um solo! é uma orquestra inteira! as folhas dançam...as letras se misturam....a noite permite que se perca o senso...rs
Samuel - A noite sempre permite... Ela tem uma naturalidade em permitir o frio, o escuro, o sons... uma orquestra!
Ivone - e ela mesma é tão quieta...
Samuel - Como se fosse raios de luz interligados pelas pontas das sombras das árvores, embaixo...
Ivone - ouve! não é um solo! é uma orquestra inteira! as folhas dançam...as letras se misturam....a noite permite que se perca o senso...rs
Samuel - A noite sempre permite... Ela tem uma naturalidade em permitir o frio, o escuro, o sons... uma orquestra!
Ivone - e ela mesma é tão quieta...
Cântaro
Mergulha-te
em torrencial derrame
o gosto, eis o que fica
"O gosto é a qualidade fundamental que resume todas as demais qualidades. É o nec plus ultra da inteligência." É só através dele que o gênio é a saúde suprema e... o equilíbrio de todas as faculdades"...Os cantos de Maldoror - Lautréamont
em torrencial derrame
o gosto, eis o que fica
"O gosto é a qualidade fundamental que resume todas as demais qualidades. É o nec plus ultra da inteligência." É só através dele que o gênio é a saúde suprema e... o equilíbrio de todas as faculdades"...Os cantos de Maldoror - Lautréamont
Eu seria necessária num tempo tardio
perder-se é um jeito de ausência
é um jeito de encontro
é um jeito de misturar-se
ser massa...
mais uma...
dizer não é necessário
ousar é também não fazer nada
é meu encontro o desencontro
salvar a pele
vestir o vento
"Um nada
éramos nós, somos, continuaremos
sendo, florescendo:
a rosa-de-nada, a
rosa-de-ninguém" Paul Celan
perder-se é um jeito de ausência
é um jeito de encontro
é um jeito de misturar-se
ser massa...
mais uma...
dizer não é necessário
ousar é também não fazer nada
é meu encontro o desencontro
salvar a pele
vestir o vento
"Um nada
éramos nós, somos, continuaremos
sendo, florescendo:
a rosa-de-nada, a
rosa-de-ninguém" Paul Celan
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
a termo
não
eu nunca te amei
o amor que em mim acendia
era só meu
eu amava o amor
você?!
um espelho encantado
que estilhaçado
lhe restou
tudo o que tem:
graças ao meu amor
eu amo o amor
eu nunca te amei
o amor que em mim acendia
era só meu
eu amava o amor
você?!
um espelho encantado
que estilhaçado
lhe restou
tudo o que tem:
graças ao meu amor
eu amo o amor
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
desapego
porque tudo deve ser um presente,
assim como é um raio de sol no rosto logo de manhã
ou o vento aliviando as tensões
...assim como é o sono de nós dois...
assim como é um raio de sol no rosto logo de manhã
ou o vento aliviando as tensões
...assim como é o sono de nós dois...
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Alheios
E esse tempo que nem pensei?
Já foste em retirada?
Acaso sabes de mim?...
Eu vejo a repetição
Esses sinais...
Eu conheço esses sinais
O barco dança: é culpa do mar
Quem sabe o que vem?
Conselho inconsciente: "deixar a palavra esfriando"
O mar transbordou
Eu morro afogada
Já foste em retirada?
Acaso sabes de mim?...
Eu vejo a repetição
Esses sinais...
Eu conheço esses sinais
O barco dança: é culpa do mar
Quem sabe o que vem?
Conselho inconsciente: "deixar a palavra esfriando"
O mar transbordou
Eu morro afogada
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Na avenida Paulista outra vez...
Tomo nota:
*"Ele me diz com o ar um pouco mimado que a arte é aquilo que ajuda a escapar da inércia."
eu rio
a arte é o caminho sem volta...(e por acaso, há alguma volta?)
eu deixo teu sangue se misturar ao meu
amanheço em delírio
ando pelas calçadas da cidade
as cores e luzes das fachadas dos prédios em frenesi
palavras em reprise encobrem o som dos motores e das buzinas dos autos
imagens que rememoro
o som do teu nome
grafites. riscos desalinhados. a pressa da arte em perpetuar-se
paralisam meus olhos
ouço o baque das botas
não vejo os rostos
vultos
o vento retorce meus cabelos
faróis vermelhos
passos passos passos
só vejo você
a Avenida Paulista desaparece...
(ivone fs) * Ana Cristina Cesar - Luvas de Pelica
*"Ele me diz com o ar um pouco mimado que a arte é aquilo que ajuda a escapar da inércia."
eu rio
a arte é o caminho sem volta...(e por acaso, há alguma volta?)
eu deixo teu sangue se misturar ao meu
amanheço em delírio
ando pelas calçadas da cidade
as cores e luzes das fachadas dos prédios em frenesi
palavras em reprise encobrem o som dos motores e das buzinas dos autos
imagens que rememoro
o som do teu nome
grafites. riscos desalinhados. a pressa da arte em perpetuar-se
paralisam meus olhos
ouço o baque das botas
não vejo os rostos
vultos
o vento retorce meus cabelos
faróis vermelhos
passos passos passos
só vejo você
a Avenida Paulista desaparece...
(ivone fs) * Ana Cristina Cesar - Luvas de Pelica
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
abstração
só me interessam as verdades ocultas, implícitas
as indizíveis
estou a procura do sentido ínfimo
da expressão
essa que marca sob a pele
e anda com peito inflado contra o vento
preciso de um toque que vaze meu coração
que inunde toda essa falta de ilusão
que o derramamento venha da torre mais alta da cidade
e caia feito estacas sobre os desavisados
eu não tolero mais o padrão
as indizíveis
estou a procura do sentido ínfimo
da expressão
essa que marca sob a pele
e anda com peito inflado contra o vento
preciso de um toque que vaze meu coração
que inunde toda essa falta de ilusão
que o derramamento venha da torre mais alta da cidade
e caia feito estacas sobre os desavisados
eu não tolero mais o padrão
sábado, 11 de setembro de 2010
Bateia
e quanto mais velha mais sábia:
deixou as delicadezas
odiou de vez o que tentava camuflar em meias palavras
via, finalmente, graça no ser humano
estar só ou acompanhada
participar ou assistir
investir, despir-se
não é mera opção
o rio sempre corre pro mar
haja pedra
haja chuva
haja sol
haja o que houver
dizer nada, gritar, calar
excrementos que vagam ao vento
escrever é dar forma ao pensamento
o ócio é coisa pra vegetais
vício é pedra também
que nem um sambinha de uma nota só
a diferença que faz ou tanto faz
é o que sobra num batear
deixou as delicadezas
odiou de vez o que tentava camuflar em meias palavras
via, finalmente, graça no ser humano
estar só ou acompanhada
participar ou assistir
investir, despir-se
não é mera opção
o rio sempre corre pro mar
haja pedra
haja chuva
haja sol
haja o que houver
dizer nada, gritar, calar
excrementos que vagam ao vento
escrever é dar forma ao pensamento
o ócio é coisa pra vegetais
vício é pedra também
que nem um sambinha de uma nota só
a diferença que faz ou tanto faz
é o que sobra num batear
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ah...
você reclama minha presença
reclama minha ausência
reclama só e não me chama
brasa sob cinzas
deixe assim como está
deixe ao deusdará
deixe estar
quando eu passar
guarde em sentinela
a rainha o castelo
seus artifícios
seu ofício
seu tremor
mais que tudo isso:
resguardo
à parte:
um disfarce
circundando, agora,
à óleo, seus olhos :
um horizonte de Goya
um céu de Frida Kaho...
um apelo nada vulgar
em compensação
reclama minha ausência
reclama só e não me chama
brasa sob cinzas
deixe assim como está
deixe ao deusdará
deixe estar
quando eu passar
guarde em sentinela
a rainha o castelo
seus artifícios
seu ofício
seu tremor
mais que tudo isso:
resguardo
à parte:
um disfarce
circundando, agora,
à óleo, seus olhos :
um horizonte de Goya
um céu de Frida Kaho...
um apelo nada vulgar
em compensação
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Harmonia
ironia para o que cabe
silêncio para o que cabe
obsessão para o que cabe
sarcasmo para o que cabe
palavras para o que cabe
explicação para o que cabe
agradecimento para o que cabe
reconhecimento para o que cabe
oração para o que cabe
vingança para o que cabe
lembrança para o que cabe
respeito para o que cabe
desprezo para o que cabe
perdão para o que cabe
cegueira para o que cabe
fingimento para o que cabe
distância para o que cabe
amnésia para o que cabe
avanço para o que cabe
sensibilidade para o que cabe
exposição para o que cabe
isolamento para o que cabe
ousadia para o que cabe
sedução para o que cabe
olhar para o que cabe
suavidade para o que cabe
receio para o que cabe
medo para o que cabe
tensão para o que cabe
sonhos para o que cabe
alegria para o que cabe...
...para o que cabe
silêncio para o que cabe
obsessão para o que cabe
sarcasmo para o que cabe
palavras para o que cabe
explicação para o que cabe
agradecimento para o que cabe
reconhecimento para o que cabe
oração para o que cabe
vingança para o que cabe
lembrança para o que cabe
respeito para o que cabe
desprezo para o que cabe
perdão para o que cabe
cegueira para o que cabe
fingimento para o que cabe
distância para o que cabe
amnésia para o que cabe
avanço para o que cabe
sensibilidade para o que cabe
exposição para o que cabe
isolamento para o que cabe
ousadia para o que cabe
sedução para o que cabe
olhar para o que cabe
suavidade para o que cabe
receio para o que cabe
medo para o que cabe
tensão para o que cabe
sonhos para o que cabe
alegria para o que cabe...
...para o que cabe
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Rifa de encantamentos (Para Sr. T)
Eu te culmino de olhar-te
Aço rubro
Entreposto do passado
Faço-te espelho
Silêncio de um reflexo
Espectro
Vagas imóvel ao acaso
Cama desnuda
de lençóis idálios
Um deus te cobre
e nos faz meio
(Nunca estiveras assim, sob a sombra de uma luz)
Se antes guardavas a melancolia naufragada
Guardo agora minha face a reavivar-te
Bebo teu repouso escarlate
Abre-te belo e me contagia na tua eternidade
Vê, nem sempre renuncia a flor sufocada por espaço
Curva-se a haste
E altiva por onde deseja
Quem deterá se te lanças?
Sabemo-lo o motivo
Inda que imóvel e muda a boca
Respiro adjetivo
Colho da tua presença a embriaguez
De palavras grávidas em hora de parto
Atam-me as formas em ruínas
Um aroma doce me desperta...
Aço rubro
Entreposto do passado
Faço-te espelho
Silêncio de um reflexo
Espectro
Vagas imóvel ao acaso
Cama desnuda
de lençóis idálios
Um deus te cobre
e nos faz meio
(Nunca estiveras assim, sob a sombra de uma luz)
Se antes guardavas a melancolia naufragada
Guardo agora minha face a reavivar-te
Bebo teu repouso escarlate
Abre-te belo e me contagia na tua eternidade
Vê, nem sempre renuncia a flor sufocada por espaço
Curva-se a haste
E altiva por onde deseja
Quem deterá se te lanças?
Sabemo-lo o motivo
Inda que imóvel e muda a boca
Respiro adjetivo
Colho da tua presença a embriaguez
De palavras grávidas em hora de parto
Atam-me as formas em ruínas
Um aroma doce me desperta...
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Às vezes
...tenho uma sensação estranha... de que o que era meu foi roubado... não que fosse meu, no sentido de posse... às vezes eu sinto um desconforto naquela que pensa que detém o que eu penso que é meu...
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
sem prévia
se eu disser
que teu beijo é escuro
não os olhos fechados
o braço o ato
o transporte o corte
o teu beijo é escuro
de gelo
não de frio
de cor
blecaute
o mundo pariu
deu à luz a sua única semelhança
no ponto em que cega
entrega
seu eu disser
que teu beijo é escuro
é vertigem
dedico este poema ao meu amigo, escritor, Marcelo Mirisola
pça. Roosevelt - 14/08/2010 -
que teu beijo é escuro
não os olhos fechados
o braço o ato
o transporte o corte
o teu beijo é escuro
de gelo
não de frio
de cor
blecaute
o mundo pariu
deu à luz a sua única semelhança
no ponto em que cega
entrega
seu eu disser
que teu beijo é escuro
é vertigem
dedico este poema ao meu amigo, escritor, Marcelo Mirisola
pça. Roosevelt - 14/08/2010 -
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Moro no estrangeiro
tenho motivos de sobra
herança de faltas
um núcleo infesto
...tudo contra minha vontade
tentáculos atingem meus olhos
é quando acordo
...ele nem sabe que é melhor manter a distância
e eu nem sei se por mim ou por ele
herança de faltas
um núcleo infesto
...tudo contra minha vontade
tentáculos atingem meus olhos
é quando acordo
...ele nem sabe que é melhor manter a distância
e eu nem sei se por mim ou por ele
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