quinta-feira, 12 de julho de 2007

Despertai (nanoconto)

Era tão estreita a passagem que não conseguia apreender nem mesmo os ruídos desejáveis. Cabia tão somente sua matéria, inanimada, arrastada, aleijada.
E um inquisidor a espreitava: - sua culpa.
O monstro a engoliu.
Quando acordou deu-se conta de seu sono.

Um comentário:

Edson Marques disse...

Ivone,


Adorei a metáfora: nosso maior inquisidor é nossa Culpa.

Um desgraçado sentimento!


Abraços, flores, estrelas..


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