À revelia
sinto-me
só
lida
lira
cortante
diante das insólitas
páginas corridas
que entoam
e se desenrolam
nos arrulhos
das vicissitudes
que escolho
a hora
pede
a imagem
rege
e seu vulto
em
meu pé
ilumina e escure
dia e noite
- corta de vez
minha cabeça
e livra-me
de sua armadura
/ivonefs - 02/11/2007
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domingo, 4 de novembro de 2007
Sedução
...e ele
chegou...
com seu hálito quente
- o ventinho de verão
Arre-Piou
nas falas
aladas
s e d u t o r a s
beijou-me as coxas
e-Le - Vou - me...
/Ivonefs - 02/11/2007
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chegou...
com seu hálito quente
- o ventinho de verão
Arre-Piou
nas falas
aladas
s e d u t o r a s
beijou-me as coxas
e-Le - Vou - me...
/Ivonefs - 02/11/2007
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Di(versos)
O meu dia vazio
povoado pelo desencanto
contaminado
por falta de versos
que me estremeçam
me despertem
que reguem a aridez
e mate minha sede
que reclamem
por meus olhos
que se entranhem
e aqueçam
com palavras
desentaladas
desenrascadas
ávidas,
passa sem viço
pois o di(versos)
não di(verte)
em dia infértil
/ivonefs - 01/11/2007
* Di(versos) - uma das comunidade do Orkut, onde posto meus poemas
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povoado pelo desencanto
contaminado
por falta de versos
que me estremeçam
me despertem
que reguem a aridez
e mate minha sede
que reclamem
por meus olhos
que se entranhem
e aqueçam
com palavras
desentaladas
desenrascadas
ávidas,
passa sem viço
pois o di(versos)
não di(verte)
em dia infértil
/ivonefs - 01/11/2007
* Di(versos) - uma das comunidade do Orkut, onde posto meus poemas
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Atados
gozo
o laço desfeito
descobriu a nudez
/ivonefs - 28/10/2007
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o laço desfeito
descobriu a nudez
/ivonefs - 28/10/2007
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Paradoxo do julgamento
O que julga, julga-se.
/ivonefs - 30/10/2007
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/ivonefs - 30/10/2007
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Posição re(flexiva)
À distância vejo mais
Saio de mim
e livre de minha influência
tudo é primeira vez
vivo (morro) todos os dias
e nasço sol ou chuva
essa é minha imprevisão
sem nenhuma garantia
Deixo as conclusões
que me tomaram dias
cheias de minhas idéias limitadas
cerceando os turbilhões
Atenta, a cobrança apura,
mas a força vísivel do invisivel
socorre em minha secura (surreal)
e umidifica a idéia fixa
Detém-se o olhar
expande-se, sem limite, aprofunda-se
na desordem da ordem
que regenera a vida, alimentando a
r
a
i
z
- Desprendida
de
meu corpo,
vejo muito mais...
...além.
/ivonefs - 30/10/2007
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Saio de mim
e livre de minha influência
tudo é primeira vez
vivo (morro) todos os dias
e nasço sol ou chuva
essa é minha imprevisão
sem nenhuma garantia
Deixo as conclusões
que me tomaram dias
cheias de minhas idéias limitadas
cerceando os turbilhões
Atenta, a cobrança apura,
mas a força vísivel do invisivel
socorre em minha secura (surreal)
e umidifica a idéia fixa
Detém-se o olhar
expande-se, sem limite, aprofunda-se
na desordem da ordem
que regenera a vida, alimentando a
r
a
i
z
- Desprendida
de
meu corpo,
vejo muito mais...
...além.
/ivonefs - 30/10/2007
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Ao som de uma flauta transversal...
Por que posso crer
que a beleza encerra
uma tristeza?
e é o belo que me
faz chorar...
me pega assim
de repente
quando sinto florindo
aqui dentro
a vontade
de outra vez
ter falta de juízo
lembrando seus
olhos rasos
ligados
- esquerdo seu
direito meu
lado a lado -
a boca
de riso leve
e o corpo
solto entregue
- é o lamento da flauta
que me faz chorar...
/ivonefs - 28/10/2007
que a beleza encerra
uma tristeza?
e é o belo que me
faz chorar...
me pega assim
de repente
quando sinto florindo
aqui dentro
a vontade
de outra vez
ter falta de juízo
lembrando seus
olhos rasos
ligados
- esquerdo seu
direito meu
lado a lado -
a boca
de riso leve
e o corpo
solto entregue
- é o lamento da flauta
que me faz chorar...
/ivonefs - 28/10/2007
Mar a(dentro)
Meu olhar sobre as ondas do mar
paira no horizonte
e o pensamento em queda, enreda-se
clamo aos deuses que arranquem de meu peito
essa dilacerante angústia
- miséria que lesa e pesa
sobre a superfície conduzam-me
pelas mãos úmidas e frias da brisa
e lá - ao longe - livre e altiva
soltem-me!
êxtase de um encontro
- a plúmbea luz que me feria
a rubra tarde dissipará
em cores e sabores enânticos
/ivonefs - 27/10/2007
paira no horizonte
e o pensamento em queda, enreda-se
clamo aos deuses que arranquem de meu peito
essa dilacerante angústia
- miséria que lesa e pesa
sobre a superfície conduzam-me
pelas mãos úmidas e frias da brisa
e lá - ao longe - livre e altiva
soltem-me!
êxtase de um encontro
- a plúmbea luz que me feria
a rubra tarde dissipará
em cores e sabores enânticos
/ivonefs - 27/10/2007
Açoite
vela
acesa
(chama)
flamante
derrama
a(dor)meças
nela
- nada a mosca no mel quente mortal, sem pagar o tributo
(e ao senhor feudal,
as banalidades diminuíram)
/ivonefs - 26/10/2007
acesa
(chama)
flamante
derrama
a(dor)meças
nela
- nada a mosca no mel quente mortal, sem pagar o tributo
(e ao senhor feudal,
as banalidades diminuíram)
/ivonefs - 26/10/2007
Tudo
Não vejo a hora
do tempo que espero
ser dia de graça
pele, boca, cheiro
seus olhos rasos
assentados nos meus
tudo pode ser ser tudo (ou nada)
fonte e sede para quem quer
a qualquer tempo
vive em mim (como herança)
a necessidade e a vontade
- nisso não me engano -
o prazer livre não se perde no tempo
é grato pelo vôo
e ousa
voa
ouça
ousa(dia)
/Ivonefs - 15/10/2007
do tempo que espero
ser dia de graça
pele, boca, cheiro
seus olhos rasos
assentados nos meus
tudo pode ser ser tudo (ou nada)
fonte e sede para quem quer
a qualquer tempo
vive em mim (como herança)
a necessidade e a vontade
- nisso não me engano -
o prazer livre não se perde no tempo
é grato pelo vôo
e ousa
voa
ouça
ousa(dia)
/Ivonefs - 15/10/2007
Inteira
O que eu preciso
não precisa ser
de qualquer jeito
o que eu quero
tem olhos perfeitos
e falam nos meus
as mãos
que me tocam
amanhecem em meu peito
a chuva que cai
não traz receio
nem trai meu desejo
e é assim...
simples assim
e nisso você não cabe
- vem dividido
com ares de envaidecido -
e nisso não caibo
sou inteira demais
pra me quebrar
/ivonefs - 24/10/2007
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não precisa ser
de qualquer jeito
o que eu quero
tem olhos perfeitos
e falam nos meus
as mãos
que me tocam
amanhecem em meu peito
a chuva que cai
não traz receio
nem trai meu desejo
e é assim...
simples assim
e nisso você não cabe
- vem dividido
com ares de envaidecido -
e nisso não caibo
sou inteira demais
pra me quebrar
/ivonefs - 24/10/2007
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As mulheres de Kandahar
Atravessar entraves nas entranhas minadas da terra mãe dilacerada,
que gera e amputa as filhas puras, priva o entendimento dessa necessária travessia. Em caminhos assolados, desérticos, gelados,em cárcere aprisionadas em companhia da fome, ao lado de mortes brotadas do chão, que mancham e desmancham-se no ar, vive a mulher no Afeganistão. - Onde nem escola pensaram para elas -
Um Deus justifica a ação de frias espadas, que separam cabeças dos corpos e arrancam mãos – ladrão, punição. Mistérios de uma tradição.
A mulher de Kandahar que se cobre, vive porque tem a esperança de um dia ser vista, então sorri e não desiste.
Desligo o vídeo e ainda me acompanham os olhos da mulher afegã seguindo seu incerto caminho sobre as minas espalhadas pelo país.
A esperança... onde encontro?
(Fiz este texto, após assistir ao filme -
fantástico - “A caminho de Kandahar”, há um ano, onde uma jornalista Afegã, - radicada no Canadá- escreve sobre a condição feminina no Afeganistão, enquanto tenta resgatar uma mulher de sua família )
/ivonefs - 23/10/2007
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que gera e amputa as filhas puras, priva o entendimento dessa necessária travessia. Em caminhos assolados, desérticos, gelados,em cárcere aprisionadas em companhia da fome, ao lado de mortes brotadas do chão, que mancham e desmancham-se no ar, vive a mulher no Afeganistão. - Onde nem escola pensaram para elas -
Um Deus justifica a ação de frias espadas, que separam cabeças dos corpos e arrancam mãos – ladrão, punição. Mistérios de uma tradição.
A mulher de Kandahar que se cobre, vive porque tem a esperança de um dia ser vista, então sorri e não desiste.
Desligo o vídeo e ainda me acompanham os olhos da mulher afegã seguindo seu incerto caminho sobre as minas espalhadas pelo país.
A esperança... onde encontro?
(Fiz este texto, após assistir ao filme -
fantástico - “A caminho de Kandahar”, há um ano, onde uma jornalista Afegã, - radicada no Canadá- escreve sobre a condição feminina no Afeganistão, enquanto tenta resgatar uma mulher de sua família )
/ivonefs - 23/10/2007
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sábado, 3 de novembro de 2007
Obsceno sagrado
Lambe o sangue
devora o fel
a seco, de frente
a frio
a velha sábia
espeta a verdade
toma a agulha
crava, fere e mata
cinzas se espalham
dentre o invisível infinito
pela vida, a Fênix
recolhe e recobra
obsceno sagrado,
- sagrado, pois cura
sensualmente desperta
prazerosamente navega
-lascívia astuta,
porém inocente
- assim deve ser
e só assim há de ter.
/ivonefs - 24/10/2007
devora o fel
a seco, de frente
a frio
a velha sábia
espeta a verdade
toma a agulha
crava, fere e mata
cinzas se espalham
dentre o invisível infinito
pela vida, a Fênix
recolhe e recobra
obsceno sagrado,
- sagrado, pois cura
sensualmente desperta
prazerosamente navega
-lascívia astuta,
porém inocente
- assim deve ser
e só assim há de ter.
/ivonefs - 24/10/2007
Re(pulsa)
re(pulsa)
náusea
a(versão)
da noite insone
de sonhos aflitos
um grito:
O BELO A RELES SUPLANTOU
- que ânsia que dá!
/ivonefs - 25/10/2007
náusea
a(versão)
da noite insone
de sonhos aflitos
um grito:
O BELO A RELES SUPLANTOU
- que ânsia que dá!
/ivonefs - 25/10/2007
Açoite
vela
acesa
(chama)
flamante
derrama
a(dor)meças
nela
- nada a mosca no mel quente mortal, sem pagar o tributo
(e ao senhor feudal,
as banalidades diminuíram)
/ivonefs - 26/10/2007
acesa
(chama)
flamante
derrama
a(dor)meças
nela
- nada a mosca no mel quente mortal, sem pagar o tributo
(e ao senhor feudal,
as banalidades diminuíram)
/ivonefs - 26/10/2007
Menino bonito
É seu sonho
do tamanho ilimitado
da fome
tem a idade
da sua vontade
a doçura da infância
olhos cínicos?
olhos reais do dia a dia
- não penso, pois quem pensa emburrece –
mas vive no claro
e na noite suga as dores da vida
e não ignora as putas de tetas caídas
assusta-se em seus diversos
singular feito à medida
sabe sim o que quer
e é bonito
bonito
bonito
menino, te quero no colo...
/ivonefs - 24/10/2007
do tamanho ilimitado
da fome
tem a idade
da sua vontade
a doçura da infância
olhos cínicos?
olhos reais do dia a dia
- não penso, pois quem pensa emburrece –
mas vive no claro
e na noite suga as dores da vida
e não ignora as putas de tetas caídas
assusta-se em seus diversos
singular feito à medida
sabe sim o que quer
e é bonito
bonito
bonito
menino, te quero no colo...
/ivonefs - 24/10/2007
Aquiescência
Pés e mãos atados
na masmorra
o vento indevoto
aflige e congela
desordena os quereres
- aquiescência do medo
no peito nem o ar pousa
suspensa presumo
para(lítico) nítida mariposa
ninfas em seus casulos
- o tempo mudar[a o rumo
as serpentes ignoram sua efemeridade
- e o encantador faz delas o que quer
ri(mas)
ri(o)
sobre lendas que tornam
as águas límpidas
e regam os lírios que brotam
pelas eras sempre móveis
do olhar que repara...é certo
e aí tudo se transforma
-Teu signo não me manda flores,
mas planta-as em mim
/ivonefs - 22/10/2007
na masmorra
o vento indevoto
aflige e congela
desordena os quereres
- aquiescência do medo
no peito nem o ar pousa
suspensa presumo
para(lítico) nítida mariposa
ninfas em seus casulos
- o tempo mudar[a o rumo
as serpentes ignoram sua efemeridade
- e o encantador faz delas o que quer
ri(mas)
ri(o)
sobre lendas que tornam
as águas límpidas
e regam os lírios que brotam
pelas eras sempre móveis
do olhar que repara...é certo
e aí tudo se transforma
-Teu signo não me manda flores,
mas planta-as em mim
/ivonefs - 22/10/2007
Escasso
o tempo escasso
passa
im(permanente)
à minha frente
e verso
estágios do tempo
deixam a deriva
a espera (vã?)
move-se in(certo)
sempre móvel tempo
de certo
as falas
discretas
ligam
ímãs
alinham-se
e aninham-se
nas horas im(próprias)
assim o tempo é lembrança
de outro...
/ivonefs - 23/10/2007
passa
im(permanente)
à minha frente
e verso
estágios do tempo
deixam a deriva
a espera (vã?)
move-se in(certo)
sempre móvel tempo
de certo
as falas
discretas
ligam
ímãs
alinham-se
e aninham-se
nas horas im(próprias)
assim o tempo é lembrança
de outro...
/ivonefs - 23/10/2007
Dois em um
Em meia luz
a meio fio
refém
algemada
calada
lendo os olhos
gravados
relendo
o tempo passado
que quero presente
onde
tudo liga
a ponto
do tanto que vem
do tanto que fica
do tanto que é
(sem tamanho)
cruza
unifica
o instante
único
de dois
/ ivonefs - 18/10/2007
a meio fio
refém
algemada
calada
lendo os olhos
gravados
relendo
o tempo passado
que quero presente
onde
tudo liga
a ponto
do tanto que vem
do tanto que fica
do tanto que é
(sem tamanho)
cruza
unifica
o instante
único
de dois
/ ivonefs - 18/10/2007
domingo, 28 de outubro de 2007
Desejo
Prescrevo:
Seja feita a minha
vontade
mas que seja assim
como desejo
livre
por puro capricho
e que me leve
às alturas
se preciso for
pago o preço (sempre tem)
mas que valha o vôo.
/ivonefs - 17/10/2007
Seja feita a minha
vontade
mas que seja assim
como desejo
livre
por puro capricho
e que me leve
às alturas
se preciso for
pago o preço (sempre tem)
mas que valha o vôo.
/ivonefs - 17/10/2007
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