segunda-feira, 1 de junho de 2009

desarmamento

Quando ainda era sinal de luta
e revirei coisas e saí em chamas
e procurava o labirinto infinito
onde as unhas se quebravam

o quarto escuro, a teimosia
ansiava a desordem, que fosse
a imprevisão do previsível
o triunfo de ver novo, insistia

ora, se durmo e acordo
e hoje é outono, o sol não queima,
mas o vulcão me habita

talvez o segredo, em que não creio.
seja o inexplicável, o grande desconhecido
a verdade, que intocável permanece

o que me faz seguir...

Um comentário:

Bento Calaça disse...

muito bonito esse poema!

Ivone escreve o eu universal,
seus poemas são "iscas" que pegam
a gente, para dentro de nós mesmo,