As minhas letras me desenham. Nelas meus dias atravessam,
não as prostituo, nem elas me usam. Envolvo-me em seus traços.
São meu avesso, direito, esquerdo, de cima a baixo; meus anseios e delírios
deitados à tela. Na busca me embrenho e não me engano. Constato.
Minha natureza é como outra qualquer. Sou como os insetos, como as flores,
as espigas de milho, as lagartixas...Ninguém mudará.
Desvios forçados, infelicidade!
- Liberdade aos escravos em sua vaidade, em seus vícios, em suas vontades.
Não nos desgastemos. Deixemo-los livres em suas variedades.
Mas quando você me diz que suas mãos serão sempre minhas, meus temores...
ah...meus temores se superam nas pederneiras.
Ivonefs
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